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ABC do Anarquismo

ABC do Anarquismo, de Edgar Rodrigues

Este livro, o ABC do Anarquismo, de Edgar Rodrigues, foi-me oferecido pelo meu tio como uma forma de introdução ao anarquismo. A minha relação com este livro foi inicialmente de horror e hostilidade. Tantas das suas entradas tentavam mudar e destruir a minha visão do mundo, que ainda era da democracia burguesa, do nacionalismo e da crença que o capitalismo era o melhor sistema possível. Mas agradeço ao meu tio por me ter dado este livro. Abriu-me a mente à teoria do anarquismo, e de hostilizar com as suas mensagens, comecei a concordar com elas.

Acredito que este livro é uma excelente introdução à teoria anarquista, sendo muito útil para introduzir uma família, amigo ou cético aos meandros do anarquismo e o que é verdadeiramente o anarquismo.

Infelizmente, este livro foi escrito há muito te«mpo em 1976, e já não é impresso. Ora isto é uma pena, pois este importante livro não estará disponível para muitos possíveis libertários que ainda não possuem informação sobre o anarquismo.

Ora, é o meu objetivo com a publicação online deste livro de o espalhar e de o disponibilizar ao maior número de pessoas possíveis.

Portanto, vamos começar:

(Nota: as necessárias adaptações foram realizadas para permitir uma leitura mais fácil. Qualquer erro ou mudança é da minha responsabilidade).

Abc do Anarquismo by Edgar Rodrigues

ABC do Anarquismo

Edgar Rodrigues

Assírio e Alvim

©Assírio & Alvim

Sociedade Editorial e Distribuidora, Lda.

R. Passos Manuel, 67-B – Lisboa-1

Telefs.: 56 27 43 -55 55 80

e Edgar Rodrigues

Capa de Dorindo Carvalho

PRÉVIA EXPLICAÇÃO

Edgar Rodrigues para fugir a uma perseguição ou fim semelhante ao de seu pai que a PIDE assassinou, refugiou-se muito jovem no Brasil e ai vive e trabalha ao mesmo tempo que se cultiva. Simplesmente espantosa a sua capacidade de estudo e trabalho, circunstância que lhe dá o cariz singular de ser o escritor anarquista que em língua luso-brasileira mais tem escrito. O brasileirismo da sua obra é bem patente e ao leitor amigo lembramos que releve ao autor, e a quem mais intervenção teve no seu aparecimento, o facto que ano tamos. Cremos que o valor da obra em nada fica afetado pois o seu conteúdo sobrepõe-se a todas as contingências que a rodeiam.

Os Editores e eu, amigo e representante do autor, aqui deixamos as nossas desculpas e ao mesmo tempo um sincero agradecimento.

CORREIA PIRES

ANARQUIA E ORDEM

O tempo passa, os sistemas renovam-se, a ciência avança a passos gigantes, a máquina substitui o homem parcialmente tornando-o um simples espectador ocioso. As distâncias desaparecem encurtadas pelo progresso mecânico da tecnologia, o poder e a rapidez da comunicação reduz o mundo a uma aldeia global e num abrir e fechar de olhos o indivíduo cruza os mares, rasga os céus e vence o «impossível! O progresso tecnológico e científico corre a jacto tornado obsoleto hoje o trabalho de ontem.

Mas se é espantoso o esforço do homem no campo da ciência da tecnologia rumo à Lua, temos de lamentá-lo no que se refere aos «progressos» no campo político, social, ideológico, filosófico e no terreno do pensamento humanista! A evolução neste sector deixa muito a desejar, progride aos saltos em direções diversas, com avanços e recuos desordenados e não sai do ponto de partida.

Temos frente a frente muitos e grandes problemas a vencer neste sector do livre pensamento: gente embutida pelo medo; gente frustrada com dificuldade de andar sozinha e pensar com a sua cabeça; pessoas cegamente obedientes a lideranças» teledirigidas, condicionadas a interesses que não são os seus, ignorando a origem e os objetos de tais palavras de ordem: indivíduos que se curvam às exigências do poder económico e político ditatorial de uns quantos espertos e bem-falantes «patriotas» sempre de acordo com os vitoriosos: e um punhado de homens íntegros, lutando desesperadamente para esclarecer o alertar o maior número possível sem outras preocupações para além do medo de que os destinados voltem a perder a Liberdade. Neste momento cada vez mais gente engana e confunde mais gente para se «defendem de gente que chega a se enganar a si própria, tal é o estado de irrealidade em que vive num mundo de fantasia… Jogo de artifícios mentais alimentado por temores e ameaças surdas dum poder político mercantilista e bélico, rolo compressor que esmaga os princípios válidos possuídos pelo homem na mira de transformá-lo em autómato de ação repetitiva, em massa capaz de aplaudir todas as tolices pronunciadas pelo primeiro orador que encontre na esquina da rua. Nasce então um facto novo: o «verdade está com quem grita primeiro, quem grita mais alto é que tem razão!

Houve tempo em que o progresso era lento e o homem tinha ocasião de pensar, raciocinar, refletir e por fim falar. Hoje, tudo corre tão rapidamente, os interesses económicos e políticos são tantos e tão escusos, que falamos sem pensar, por que quem pensa não chega a falar!

Vivemos a era dos audaciosos. O homem parece concordar com Napoleão quando dizia que melhor forma de defesa era o ataque. E assim procedem indistintamente. Dir-se-á que a humanidade está cavando a sua própria sepultura, permitindo que os excessos, as ambições, anulem os princípios da verdadeira liberdade responsável, tão necessária à formação do personalidades íntegras como o ar que respiramos e a água. Ninguém parece ver nos seus semelhantes (descontadas honrosas exceções) seres humanos vivos, com necessidades múltiplas para formar caracteres exemplares, sensíveis, tolerantes, humanos – personalidades libertárias capazes de saber dar, produzir conscientemente, sem ambições para além daquelas que possam servir a si, ao grupo, ao coletivismo de que faz parte. O partidismo político tornou-se brutalizador, os governantes modernos apressam à conversão de povos racionais, pensantes, em números catalogados, fichados, codificados eletronicamente por ordem alfabética. Por isso o mais importante material de consumo nos dias de hoje são os chavões, os slogans), por não exigirem esforço de raciocínio. Ninguém mais parece querer estudar, pesquisar, saber a verdade.

Em discurso aos portuenses o Presidente da República advertiu que não admitiria «anarquia», referindo-se as greves e manifestações «populares» orientadas pelas esquerdas festivas. Maria de Olhão do Jornal do Algarve externa suas preocupações a propósito do mau uso da liberdade, concluindo: «A proceder assim depressa cairemos numa anarquia e não teremos apelo se as forças vierem a atuar.» Com preocupações semelhantes, Homem Cristo (pai), fazia publicar em Madrid no ano de 1922 um livro intitulado Anarquia em Portugal e explicava o «desprezível» termo ao longo de 1001 páginas, parte das quais em corpo 6, para concluir: «Donde veio a Anarquia? Veio, primeiro raramente, da desorganização social que se perde tour desde a fundação da Monarquia. Depois da falta de educação e de cultura das grandes massas e de todos em geral para poderem compreender o moderno sistema representativo». Não menos severa com Anarquia e o Anarquismo é a Pátria do Proletariado pola voz dos seus mais preclaros enciclopedistas quando definem: «Corrente político-social pequeno-burguesa reacionária, hostil ao socialismo científico proletário, a qual, sob pretexto de recusar todo poder estatal e toda luta política, subordina os interesses do proletariado aos interesses da burguesia rejeita a ditadura revolucionária do proletariado, (São Lenine, na expressão de Máximo Gorki – in Bolsciaia Sovietsknia Entiklopedia, 2ª edição, 1950, tomo 2- pág. 356). Em palavras não menos contundentes afirmava o sucessor-herdeiro de Lenine: «O anarquismo como ideologia hostil ao marxismo é amplamente utilizada pela burguesia imperialista na sua luta contra o Comunismo, visando desorganização nas fileiras do proletariado sob sua influência, (São Staline, na expressão do trotskista Julian Gorkin, in Bolsciaia Sovietsknia Entiklopedia, 4.ª edição, tomo XXV. pág. 76).

Menos sereno e algo «condescendente» apresenta-se um dos maiores teóricos do fascismo lusitano: «O anarquismo traduz a exaltação do individualismo na medida em que parte da crença na bondade natural do homem, a qual só seria per vestido pela opressão do homem pelo homem, consequente da apropriação por alguns dos bens da Natureza, Estado e Direito traduziriam este sistema opressivo. A supressão da propriedade aboliria a divisão em classes e tornaria inútil a coação, bem como o aparelho que a organiza e aplica, que é o Estado. Na sociedade anárquica a única fonte do Direito seria o contrato livremente celebrado e todo o tempo refutável, desaparecendo todos os compromissos ou vínculos permanentes ou indissolúveis: a única regra moral seria a liberdade.

Se tal sistema traduzia uma utopia já nas sociedades singelas do passado, muito mais utópico e relativamente as formas sociais complexas, de tipo industrial, de hoje em dia.» (Do herdeiro de Salazar – Marcelo Caetano, in Princípios e Definições, Lisboa, 1969).

Com linguagem comum, direita esquerda e centro parecem ter sua jurisprudência firmada, unânime. Anarquia e Anarquismo é o mesmo que «desordem, caos, corrente pequeno-burguesa reacionária e utopista». Há ainda quem veja Anarquia como uma «seita de fanáticos com punhais atravessados nos dentes e os bolsos cheios de bombas». Chega-se a ver mais perigo e maior preocupação na palavra Anarquia do que um ex-chefe da Juventude Nazista como Baldur Von Schirach, monstro a quem o Tribunal de Nuremberga acusara de «envenenador de uma geração e responsável pela deportação e morte de 50 mil judeus austríacos.» A cada instante topamos com Baldures, com Mussolinis, Stalines, Salazares e Hitlers dispostos a desafiar os direitos humanos, a liberdade e a paz, contudo esses psicopatas não chegam a ser tão «desprezíveis» quanto os anarquistas.

Enquanto enciclopédias e homens ilustres nos ensinam ideias por meios tão curvos, Pequeno Dicionário do Pensamento Social conclui: «Anarquia – vocábulo formado por duas palavras gregas: An, que significa não, e Arkê, que significa autoridade. Não autoridade, não governo ou ausência de governo político». Melhor dito: É um estado de sociedade onde a liberdade responsável, a fé nos direitos e necessidades humanas, nos princípios da razão e da tolerância, ligam os homens emocionalmente pelo coração e pelo amor fraterno. Sua meta mais importante é elevar o homem à condição de ser pensante, consciente, e unir a sociedade humana por meio do livre acordo, sempre dissolúvel, com vistas a um amanhã cada vez melhor para todos.

E como definir suas ideias os anarquistas, que contam entre os seus teóricos com algumas das maiores expressões do pensamento e da cultura mundiais?

Falar de anarquia no sentido correto, segundo seus ideólogos, é o mesmo que falar da mais completa felicidade humana, da mais ampla liberdade, duma ideia que pretende substituir a propriedade privada pela coletiva, o Estado por uma ordem generosa e boa na qual possa existir um bem-estar individual e coletivo. Se há alguma coisa a censurar no anarquista, afirmam, só pode ser o seu otimismo, a confiança na bondade «ingénua» do homem.

O anarquista ampliando a ideia cristã, vê em cada homem um irmão, um seu igual, não um irmão inferior e faminto a quem pratica caridade, mas um cidadão a quem deve justiça, proteção e defesa. (Anarquia, Manuel Gonzalez Prada).

Anarquismo é um tesouro intelectual, emocional, ético, legado no curso dos séculos, elaborado por homens que se preocupam em analisar os problemas humanos e falar de sua solução. Em síntese o anarquismo enfeixa os seguintes princípios: 1.º- tendência suprema da natureza humana caminhando em busca dos mais amplos estágios da felicidade; 2.º- todos os seres humanos têm iguais direitos e deveres sobre a Terra; 3.º- liberdade é um exercício imprescindivel necessário a natureza humana; 4.º- a espécie humana é sociável por natureza, sua evolução individual e coletiva processa-se com o exercício da fraternidade e da ajuda mútua: 5.º- as normas de convivência humana têm como base a orientação para grandes estágios de felicidade aspirados desde sempre pela humanidade (Que es el Anarquismo? de H. Plaja e B. Cano Ruiz).

José Oiticica, uma das maiores expressões da cultura brasileiro, a quem muitos intitulam de sábio, define anarquia em 30 pontos principais, onde encontramos, 1.º- o território de cada país será dividido em zonas federadas, cada zona em municípios e cada município em comunas; 2.º- a divisão por zonas e municípios obedecerá ao critério do ecúmeno geográfico, isto é, à feição particular de caso uma, atinente ao género de indústria por explorar ou à distribuição das populações; 3.º- em cada comuna, os trabalhadores se reunirão em classes, conforme seus ofícios, manuais ou intelectuais; 4.º- cada classe resolverá, nas suas assembleias, tudo quanto se refere aos serviços comunais; 5.º- para coordenação e direção dos serviços e execução das medidas tomadas nas assembleias haverá conselhos comunais, municipais, federais e um internacional; 6.º- cada classe de uma comuna escolherá um delegado para o 9conselho comunal; cada conselho comunal, um delegado para o conselho municipal, cada conselho municipal, um delegado para o conselho federal e cada conselho federal, um para o conselho internacional. (Princípios, Fins e Meios, Dr. José Oiticica).

Anarquia, segundo outro brasileiro, tem por base a organização livre sem Estado; o livre acordo sem autoridade constituída; a liberdade sem coação institucional; a socialização dos bens sem propriedade privada; comunismo sem salariato; apoio mútuo sem concorrência; federalismo sem centralismo; livre exame sem dogmatismo (Anarquismo – Roteiro da Libertação Social, Edgard Leuenroth).

De forma muito clara explica eminente escritor russo: «Anarquia é inevitavelmente o próximo e mais alto grau da evolução humana. Com o desaparecimento do Estado, os homens viverão socialmente reunidos, não sendo, todavia, esta sociedade baseada sobre um poder governamental mas, exclusivamente, sobre a obrigação de cumprir um contrato concluído livremente. O livre desenvolvimento dos indivíduos em grupos, dos grupos em associações, livre disposição do simples para o composto segundo as necessidades e as tendências, eis a forma da sociedade futura». (Anarquia, Pedro Kropotkine).

Já para o maior apóstolo cristão do século XIX, os homens que tiverem reconhecido a verdade devem convencer em nome do amor o maior número possível de indivíduos da necessidade da transformação social e fazer surgir assim a sociedade nova depois de abolido o direito privado, o Estado e a propriedade. O amor reclama que a propriedade desapareça para dar lugar à partilha dos bens, e exige que o Estado seja substituído por uma vida social baseada unicamente nas leis do amor. (Leão Tolstoi). Na conceção anarquista, o homem completa-se exercitando os músculos e o cérebro. O trabalho não é um estigma da servidão em que o transformamos, mas a fonte do bem-estar social. O homem digno desta classificação é aquele que não coloca sobre os ombros dos outros a sua existência. Um homem vale outro, por isso a inteligência favorece o que a possui em maior escala, não te da o direito do explorar ou governar os outros. (Anarquia, Jean Grave).

Ninguém se deslustra com ser anarquista – dizia no final do século passado em sua tese de doutoramento o ilustre Silva Mendes – são-no algumas das maiores individualidades da atualidade: H. Spencer, Kropotkine, Eliseu Reclus, Tolstoi, Ibsen, isto é, o maior sociólogo, o maior apóstolo da liberdade, o maior geógrafo, o maior cristão e o maior dramaturgo. (Prof. Silva Mendes).

A liberdade, a moral e a dignidade humana do homem consiste precisamente em fazer o bem, não porque lhe é ordenado mas porque o concebe, o quer e ama, isto é anarquia. (Miguel Bakunin). Uma sociedade perfeita – afirma conhecido evangelista – é aquela que rechaça todas as formas de propriedade privada. Este foi o primitivo bem-estar que o pecado dos nossos primeiros pais destruiu. (São Basilio).

Para um dos maiores sociólogos modernos «Anarquia é a forma mais pura e genuína da vida, (Karl Mannheim). «A mais perfeita forma de sociedade encontra-se na união da ordem e da anarquia». (Proudhon): anarquia não é uma sociedade sem ordem, nem a ausência de governante significa necessariamente ausência de ordem!

Anarquia é um Mundo Novo onde sobressaem os valores da liberdade e da igualdade, acima da técnica e das nacionalidades. (Herbert Read).

Sem descer a uma pesquisa minuciosa já se pode concluir que a palavra Anarquia, usada a torto e a direito para explicar e justificar incapacidades políticas partidárias, falências económicas, administrativas, educacionais, de ensino, e culpar os anarquistas pelas manifestações públicas resultantes de desníveis sociais e culturais mantidos a ferro e fogo através dos séculos, é de uma ingenuidade impar! Anarquia não é o mesmo que desordem e também não é o mesmo que homem máquina para servir passivamente, cegamente, aos detetores de mentiras usados pelas autoridades estatais, eletronicamente, invadindo os pensamentos íntimos, nem o anarquista é o homem-Ideal para ser mol dado mediante substâncias químicas capazes de produzir mutações genéticas e deixar-se transformar socialmente num assimilador de meios de comunicação massificadores, um engolidor de formas eficazes de sublimação de ordem genocida, um instrumento passivo às lavagens cerebrais. Tão pouco aceita a alienação, a automatização mecânica dos novos «líderes».

Ao contrário, Anarquia pretende ser uma ordem ecológica, desintoxicante de comunidades onde a vida humana se desenvolva harmoniosamente dentro da cultura, da solidariedade humana nascido do mais profundo ser individual. É uma utopia que deseja aliar a ciência, a mecânica e a eletricidade responsáveis pelo progresso tecnológico para frutificar dignamente emancipando o escravo, a massa, o rebanho e em favor de uma liberdade coletiva. Quer o homem liberto de amarras subjetivas de temores imaginados pelo subconsciente, da ignorância, com vista à realização de uma obra capaz de se situar na sua época e no seu tempo. Anarquia é uma ordem ecológica por excelência, onde a tecnologia não separará o homem da natureza, porque o anarquista tem como meta a igualdade social, cultural cientifica e a reintegração do individuo no mundo natural. As experiências terão um sentido novo de integração no de desenvolvimento da coletividade ajudando a desabrochar todas as potencialidades humanas, de vez que o homem é o centro do Universo, o elemento mais importante a preservar, a desenvolver, é a continuação da vida.

E se há quem chame ao direito de reivindicar alguma melhoria ou manifestar seu descontentamento com os governantes, «desordem», «anarquia», o que teremos de chamar a quem, abusando de suas funções puramente administrativas, espanca, prende, deporta, fuzila e declara guerras onde se matam mutuamente milhões de jovens sem saber porquê?

¡Isto não é anarquia!

E se os desejos de igualdade, de amor fraterno, de paz social, de felicidade na Terra, que são dos anarquistas, é uma utopia, o que podemos pensar daqueles outros que acreditam na salvação das almas, na reencarnação dos espíritos e de que um dia chegarão ao Céu para ficarem sentados ao lado de S. Pedro?

Certamente, isso chama-se utopia!

Edgar Rodrigues

(E não ficamos por aqui)

Wiki

Por Onda Vermelha

¡Olá a todos! Daqui falam os criadores desta revista "Wiki" e "Revolat", que somos ambos estudantes. Esta revista, tem por base a partilha de alguns ensinamentos e lições essenciais , e de como podemos melhorar não só esta nação como também este mundo!

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